27/07/2017

Sentido

SENTIDO

Provavelmente o que vou escrever,
não vai fazer nenhum sentido,
é escrito com sentido, provavelmente até faz muito sentido,
ou mesmo sem sentido nenhum, o que vou escrever com sentido.
Porquê dar sentido a algo que já não faz sentido,
como sentir algo sentido, por alguém sem sentido,
ou até mesmo não sentir nada, por algo já sem sentido,
de realmente ser sentido.
Só não sei o que hoje para mim faz sentido,
a que darei puramente o verdadeiro sentido,
qual o sentido deste sentido.

19/07/2017

Estrada Nacional 2 - Uma Aventura Sobre Rodas

A ideia é fazer algo semelhante
11 a 15 de Agosto
Quem alinha ?

Alguns dos locais por onde talvez venha a passar ;)
1ª Etapa
2ª Etapa
(As fotos não são minhas, servem exclusivamente para me motivar, mais tarde serão removidas)

09/07/2017

Santa Tecla - La Guardia - Santa Trega

Vivenda para Caminha :) 
Esqueceram-se de fazer uma garagem :) 
Ei pa, isto é que era poupar terreno, Castro Santa Trega.
Dimensões razoáveis. 
Onde eu vou desaguar......talvez :) 
Cruzes, tantas cruzes.
O Castro, visto por cima. 
La Guardia 
Santa Tecla.

01/07/2017

AGENDA

Julho

08 - Dirck / Kayak - Caminha
15 - Galo Night - Barcelos
Dê Sangue - Museu D. Diogo de Sousa - Braga

15/06/2017

Ilhas Cies

Foi-me muito difícil escolher as fotos, imaginam o porquê...








Optei por nem comentar, para não estragar o momento.

Agradecer ao https://www.facebook.com/groups/153597445049620/


01/06/2017

SEREI AGORA UM MOTARD ? ? ?


A minha relação com as motos foi um pouco tardia.
Tinha um tio que era mecânico de motos, até mesmo corredor de motocross e o meu primo adorava motos, embora as motos por vezes estivessem na loja da minha avó, nunca me puxou o interesse, pode dizer-se que esta foi a relação mais directa que tive com elas em puto.
Já no liceu, via-se alguns estudantes com motos e foi aí que pela primeira vez andei de moto, por vezes tínhamos que ir à escola e não possuíamos passe para o autocarro, o meu melhor amigo da altura, lá pegava na zundapp Famel xf 17 verde(acho eu) do Pai e lá ia eu de pendura, ei pá aquilo andava bem ☺ agora imaginem os secadores todos bonitinhos e nós de Zundapp barulhenta ☺
Uns anos mais tarde, lá decidi comprar um secador seria a 1ª vez que ia conduzir, como sempre em todas as motos que conduzo, o nervoso, o medo, a excitação tomam conta do mim e fico um pouco tenso, aos poucos vamos conhecendo um ao outro e só aí as coisas ficam bem
As sensações boas aumentaram de dia para dia e com a Kymco fiz cerca de 8.000 mas quase sempre num ambiente citadino, andei desligado perante uns tempos e de um momento para o outro comprei uma 125, nunca tinha experimentado uma moto de mudanças.
Passei a andar todo "despenteado" pois já não tinha um secador e com a Honda também fiz cerca de 8000 kms mas num ano e nove meses, com alguns passeios bem porreiros o que me despertou a vontade de ir mais longe e decidi tirar a carta de mota.
Com a carta na mão, foi difícil escolher a moto por várias razões e por fim a escolha foi esta Kawasaki Versys650

09/04/2017

Planalto - Castro Laboreiro

Desculpem a interrupção. 
Por vezes só....
Um dia lindo :) e reparem nas cores das fotos. 
Por onde será o caminho? 
Mamoa. 
Havia local para o banho :) 
Não se incomodam, obrigado. 
A aldeia já ali. 
Qual a melhor vista esta ou.... 
....esta ?
Termino com Here I Am :)

Fotos cedidas gentilmente por : https://www.facebook.com/groups/153597445049620/?ref=bookmarks
Muito Obrigado pela companhia :)

02/04/2017

E Se Algo For Alguém

E se Algo for ...Alguém
Porque fazemos coisas e por vezes não fazemos outras coisas,
por causa de Algo
Algo que não temos e desejamos ter
Que não nos pertence nem lhe pertencemos
Algo inexistente nesta nossa existência
Algo de tanto valor para nós, que Algo não nos dá valor nenhum
Insistimos em Algo quando não há nada,
quando não dá em nada
No fundo apenas desejamos ser Algo
Algo de bom para ti
Algo de bom para todos
Algo...

( o anónimo, continua :) )

05/03/2017

Somente TU

Somente TU
São imensas as vezes que penso em Ti
Que Te imagino
Que Te desejo
Não existes
Não és identificável,
nem sei se serás real
Serás somente TU.
Deito-me em plena escuridão
consigo ver-Te plenamente
na minha mente,
como tudo se conjuga,
tudo é felicidade e prazer.
Se a vida é mais bonita e completa no pensamento
para quê abrir os olhos?
Esta existência, existe?
Também apareço nos teus sonhos acordados?
Quem és TU?
Onde estás TU?
Sei apenas que és,
somente TU.

( do mesmo anónimo :) )

14/02/2017

Procuro-me

Procuro-me
Procuro-me, mas não me encontro
Toco-me, mas não me sinto
Vejo-me, não reconheço o meu reflexo
Onde estou, Onde estou?
Tento guardar as boas memórias
Não consigo
Dar valor ao que acho importante
Não consigo
Recordar as frases dos livros que me marcaram
Não consigo
Foda-se não consigo
Quem sou eu, quem sou eu?
Dizem-me que perdi a fé
Em quê?
Que sou fraco
Em quê?
Que sou frio
Em quê?
Puta que pariu
Que fiz eu, que fiz?

( Anónimo :) )

07/02/2017

NÚMEROS

VALEM O QUE VALEM

20 Anos do Carro - 144.474kms (ainda o 1º)
2016 a correr - + de 1600 Kms
Um ano e nove meses de Moto - + de 8000 Kms (2ª Honda)
Moto anterior com vários anos - + de 8000 Kms (1ª Kymco)
Livros - 307 e apenas 282 lidos

01/01/2017

Palavras que Marcam

O que li hoje....e é verdade.

Os meus males ninguém mos adivinha ...
A minha Dor não fala, anda sozinha ...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!
(Florbela Espanca)

Estou Tonto

Estou tonto,
Tonto de tanto dormir ou de tanto pensar,
Ou de ambas as coisas.
O que sei é que estou tonto
E não sei bem se me devo levantar da cadeira
Ou como me levantar dela.
Fiquemos nisto: estou tonto.

Afinal
Que vida fiz eu da vida?
Nada.
Tudo interstícios,
Tudo aproximações,
Tudo função do irregular e do absurdo,
Tudo nada.
É por isso que estou tonto ...

Agora
Todas as manhãs me levanto
Tonto ...

Sim, verdadeiramente tonto...
Sem saber em mim e meu nome,
Sem saber onde estou,
Sem saber o que fui,
Sem saber nada.

Mas se isto é assim, é assim.
Deixo-me estar na cadeira,
Estou tonto.
Bem, estou tonto.
Fico sentado
E tonto,
Sim, tonto,
Tonto...
Tonto. 
(Fernando Pessoa)

Começo a conhecer-me. Não existo.

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
Ou metade desse intervalo, porque também há vida...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulho de chinelas no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
(Fernando Pessoa)

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada


Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena...
(Fernando Pessoa)

Tenho uma excelente notícia para ti: hoje é o teu último dia de vida

Admiro todos aqueles que reagem ao diagnóstico fatalísta mas também te admiro tanto a ti, que me estás a ler neste momento, enquanto bebes o teu café, na tua cidade, com o teu silêncio e o sotaque próprio
 
Ter pavor da morte não significa que se saiba valorizar a vida. Temê-la, por terror, por medo, porque “não quero pensar nisso”, não significa que se é mais chegado à essência, que se viva com tudo, que se flutue por dentro, por se estar tão em paz consigo mesmo, por se ser tão grato com a condição de gente. Nem pensar.
Acho que não conheço ninguém (pessoalmente) que viva em plena harmonia com o seu corpo, mente e espírito, não conheço ninguém que dance plenamente, sem medo, sem interferências. Não conheço ninguém que tenha uma mente absolutamente limpa, um corpo completamente são, um espírito inteiramente livre. Mas conheço quem esteja próximo, pelo menos, dessa vontade - da vontade de fazer a dança perfeita. Conheço quem trabalhe, arduamente, pelo entendimento da alma, pela libertação da mente e do corpo que, presos, pensam e fazem aquilo que a alma abomina. Conheço quem lute, diariamente, para contrariar os caprichos do ego, para descobrir o que de facto o alimenta internamente. Conheço quem sonhe saber que sonhos tem. Conheço quem já tenha começado do zero quando poderia, futilmente, estar no topo, conheço quem não queira o topo indicado porque entende que o seu topo é estar em paz consigo mesmo. Conheço quem se queira (re)conhecer e (re)descobrir porque anseia, porque sente que há uma resposta que precisa de ser encontrada: o que estou aqui a fazer?
Conheço quem respire por iluminação e amor, por entendimento e sabedoria, por sentido. Conheço quem use todos os seus sentidos para descobrir o seu próprio sentido.
E neste cruzar por estes que conheço, identifico-lhes, a todos, um padrão comum. Todos perceberam que iriam morrer ou todos, a dada altura, se sentiram efetivamente mortos por dentro. Todos foram sombra, todos já foram depressão. Todos perderam o chão. Todos mataram a ilusão da eternidade ou da paz garantida. Todos tropeçaram em si mesmos, todos caíram no poço, todos fundaram o próprio poço e por terem lá estado, metidos, infiltrados, enfiados, todos quiseram, a dado momento, de lá sair. Mas agora com verdade. Porque se não for com verdade, sabem que jamais sairão da prisão ou que, se saírem, voltarão para lá.
E há muito, a quem a vida facilitou o processo de serem realmente verdadeiros. Aqueles que foram confrontados de frente, assustados com as letras grandes, aqueles a quem foi dito “vais morrer” passaram, então, a saber viver. A amar quem sentiam que tinham de amar, a fazer o que sentiam que tinham de fazer, a ser o que sentiam que tinham de ser. Porque o espaço para a meia verdade, de repente, desapareceu, porque afinal não se quer ser obrigado a viver. Quer-se viver por opção.
Depois de confrontados com aquilo que mais tememos, a morte da ilusão da eternidade, muitos passam a saber viver. Quando confrontados com um diagnóstico fatalista, já é tão mais fácil deixar o emprego que se odeia, a mulher que se odeia, o homem que se odeia, a vida que se odeia, porque a vida é esta, é minha e porque vou morrer. O tempo passa a ser relativizado e, ao mesmo tempo, aproveitado até ao milésimo de segundo, o tempo passa a ser eterno e, ao mesmo tempo, vazio de horas. Eu só aprendi assim.
Será preciso ouvirmos todos esse diagnóstico, essa condenação? Quem me dera que não. Quem me dera que nos bastasse o dia-a-dia para vivermos de acordo com a nossa essência, mas sabemos que não é assim. Só nos mexemos, só vivemos quando nos dizem que esta vida está a acabar. Ou quando a vida se acaba, connosco ainda vivos, tal não foi a dor daquele trauma. Só funcionamos à porrada, com confrontação, com a perda repentina, com a chapada na cara. Só funcionamos quando nos tiram a base que, afinal, é movediça e nada tem de seguro.
Parece que se não tocarmos na realidade da efemeridade da vida, nunca a reconheceremos. Parece que só seremos felizes, à força e com sofrimento, parece que andamos a pedinchar que nos digam, vestidos de bata branca e com um consultório a condizer: Tenho uma excelente notícia para ti: hoje é o teu último dia de vida. E sabes porque é uma excelente notícia? Porque vais finalmente procurar aquilo que te alimenta e largar tudo o que há tanto tempo queres largar, mas que só não o fizeste antes porque precisavas de uma desculpa. Agora, toma lá a tua desculpa: Hoje é o teu último dia de vida.
Admiro todos aqueles que reagem ao diagnóstico fatalista, mas também te admiro tanto a ti, que me estás a ler neste momento enquanto bebes o teu café, na tua cidade, com o teu silêncio e o sotaque próprio, que não precisas que te condenem oficialmente e que, mesmo assim, te procuras.
(Marine Antunes in Público 10/03/2016)

25/07/2016

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